Diagnóstico Diferenciado: quem precisa?

 

Cansei de me consultar com Psiquiatras, cada um faz um diagnóstico diferente.

 

Porque os Psiquiatras me indicam tratamentos tão diversos?

 

Ninguém descobre qual o meu problema!

 

Meu psiquiatra me indicou uma terapia, mas acho que não funciona!

 

Se você se identificou com as frases acima, leia o texto.

 

Na atualidade estamos acostumados com a praticidade e a rapidez da vida e das relações, e isso podemos encontrar em diversos âmbitos, inclusive em nossa percepção de saúde e tratamentos. Esperamos uma pílula dourada que irá resolver todos os nossos problemas assim, normalmente, quando temos alguma questão psiquiátrica ou psicológica nos dirigimos ao médico, e este profissional, por meio da verificação sistemática de um conjunto de sintomas, oferece-nos um diagnóstico e a indicação de um tratamento, geralmente medicamentoso. Não há como negar que isso é importante, porém existem situações especiais em que somente a identificação sintomática biológica e comportamental pelo profissional médico em uma consulta não é suficiente, e pode resultar em tratamentos ineficazes, dispendiosos, extensos e, por muitas vezes, até prejudiciais. É neste momento que você e seu médico podem e devem buscar a ajuda de um Psicólogo.

 

Portanto, quando se trata de doenças psíquicas, alguns casos necessitam de um Diagnóstico Diferenciado por existirem semelhanças na sintomatologia biológica e comportamental que dificultam sua compreensão global, e quem melhor pode oferecer esta visão é o Psicólogo, pois o Diagnóstico Psicológico constituiu­se de prática privativa do psicólogo desde a lei que instituiu a profissão em 1962 (lei 4119/62).

 

Trata­-se de um procedimento clínico que envolve teoria, métodos e técnicas de investigação da personalidade e funções cognitivas com intuito de diagnosticar, indicar tratamento e/ou prevenção de doenças psíquicas dentro de um período previamente estabelecido.

 

Geralmente o Psicólogo escolhe assim estratégias e instrumentos de acordo com seu referencial teórico, podendo utilizar entrevistas, observações clínicas, testes psicológicos, técnicas projetivas, métodos investigativos como jogos, desenhos, contação de histórias, brincadeiras, técnicas psicodramáticas e corporais com o objetivo de se elaborar um relatório elucidativo para o médico que solicitou o Diagnóstico Diferenciado.

 

Em alguns casos, pode-se solicitar um Laudo do Psicólogo para compor peças judiciais como provas ou atestados sobre a situação emocional e psíquica dos envolvidos, isto também pode ser considerado como parte do trabalho realizado em um Diagnóstico Diferenciado.

 

Normalmente, para tanto, os psicólogos utilizam instrumentos de medição e análise psicológica como complemento à avaliação psicológica, o que faz com que o Psicodiagnóstico fique mais consistente e confiável. Esses instrumentos, mais conhecidos como testes psicológicos, devem estar de acordo com a Resolução CFP 02/2003, que prevê os requisitos mínimos para sua aprovação e segurança.

 

Considerando a conexão íntima existente entre diagnóstico e direção do tratamento, podemos dizer que o Diagnóstico Diferenciado nas doenças psíquicas é de extrema relevância, e que é perfeitamente possível e indicada a parceria entre o Psicólogo e o Psiquiatra na busca por uma terapêutica ética, segura e eficaz para seus pacientes.

 

Sou médico e gostaria de saber mais sobre o Diagnóstico Diferenciado.

 

Sou advogado e gostaria de saber mais sobre os Laudos Psicológicos.

 

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2016 por patrícia cividanes