Convivo com alguém com transtorno psicológico. E agora?

 

O que fazer quando um colega de trabalho possui um transtorno psiquiátrico?

 

Onde posso encontrar ajuda para um familiar que tem sofrido com problemas psicológicos?

 

Devo procurar um Psicólogo ou um Psiquiatra?

 

Os transtornos psicológicos são mais comuns do que se imagina. Atualmente milhões de pessoas vivem com algum distúrbio relacionado à  saúde mental, estimando-se que mais de 18% da população mundial sofra com algum tipo de psicopatologia. 

 

Todos nós estamos sujeitos ao adoecimento, nosso organismo está exposto aos mais diversos males desde o momento de nossa concepção e isso segue ao longo dos anos. Os problemas surgem em decorrência  do contexto da vida, ou seja, das relações diárias, do estresse, da fadiga, intoxicações, traumas, tudo isso nos deixa muito susceptíveis. 

 

Vivemos na sociedade da medicalização e das patologias e parece lógico que para cada doença exista um medicamento, será que isso sempre foi assim? Durante muitas décadas alguns problemas passavam despercebidos, o mesmo mecanismo de criação de doenças psicológicas acaba por criar também estereótipos e, consequentemente, a exclusão e afastamento das pessoas do convívio comum e de uma vida produtiva.

Provavelmente você conhece ou já conheceu alguém com transtorno de ansiedade, problemas com vícios, transtornos alimentares, depressão, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno bipolar e esquizofrenia. Essa nomenclatura muda de acordo com novos critérios médicos dos sintomas, mas basicamente refletem muito de como anda o nosso modo de vida, não acha?

 

Mesmo sabendo de tudo isso, quando um familiar, amigo ou colega de trabalho se encontra nessa situação ficamos sem saber o que fazer, preferimos não olhar ou falar à respeito pois trata-se de um “tabu”, porém é justamente nesta situação que o preconceito fica embutido. Evidentemente não precisamos falar sempre sobre as dificuldades do outro, mas para que a nossa ansiedade sobre o tema diminua, é preciso pararmos por alguns momentos para pensarmos sobre a nossa postura nestas situações.

 

Normalmente a nossa primeira reação acaba sendo a negação do problema, principalmente pela falta de informação aliada ao preconceito social, assim a convivência com alguém que apresenta um transtorno psicológico vai se tornando muito difícil, principalmente no seio familiar pela falta de informações. Neste ponto que todos precisam de ajuda, não só o paciente mas aqueles que estão em seu entorno, em alguns casos é necessário que a família também faça um acompanhamento psicológico por um tempo no sentido de equalizar as informações e expectativas sobre o caso.

 

Também pode acontecer de termos que conviver com um colega de trabalho ou amigo nessa situação, e nesses casos o que podemos fazer é tentar entender o problema, buscar informações sobre as causas do transtorno, os impactos para a pessoa, os sintomas que já se instalaram e os que ainda podem surgir. Porém se entendermos que a grande maioria dos transtornos, quando bem cuidados e com o acompanhamento correto, não são impeditivos para um vida saudável e produtiva, isso pode aliviar bastante a pressão da convivência com o que é “desconhecido”.

 

Em um primeiro momento acolha as angústias da pessoa ajudando-a a compreender melhor essa fase difícil pela qual ela está passando, no entanto é indispensável que se procure orientação profissional, a grande maioria dos Psicólogos trabalha em parceria com médicos para casos mais graves.

 

Oriente-a sobre essa necessidade de buscar ajuda, desmistificando a ideia errônea de que essas dificuldades não são tratáveis, é possível obter por exemplo, qualidade de vida com os tratamentos disponíveis e muitas vezes a  psicoterapia já é suficiente. Procure saber mais, a informação e o tratamento correto são os melhores remédios!

 

Gostaria de mais informações, clique aqui para enviar um e-mail ou WhatsApp.

 

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2016 por patrícia cividanes