Crise e Terapia combinam?

 

Não quero parar de fazer terapia, mas o investimento é alto!

 

Tenho vergonha de negociar o preço de minha terapia!

 

Tenho medo de não suportar bem este período de crise!

 

Estamos vivendo um momento difícil em nosso país, tanto na economia quanto nas relações profissionais, assim as relações pessoais acabam sofrendo o reflexo disso.

A impressão é que estamos em uma espiral “decadente” que expõe negativamente personalidades e instituições, me pergunto quem irá se salvar no final das contas.

 

A chamada “crise” na conjuntura político-econômica-social de nosso país traz, para além dos problemas mais objetivos como alta da inflação, desemprego, diminuição do poder de compra, menor acesso aos direitos, uma grande sensação de impunidade envolvendo os setores político e judiciário que acachapam terrivelmente a população.

 

O reflexo disso no âmbito pessoal é o desenvolvimento ou agravamento de sintomas de estresse, ansiedade e depressão advindos da sensação de desamparo institucional e de um futuro instável. O ser humano não vive muito bem em situações de dúvidas e incertezas, o corpo e a mente acabam pagam o preço desta exposição.

 

A primeira coisa que fazemos em tempos de crise econômica é o corte de gastos com serviços que consideramos menos essenciais, e isso incluiria a psicoterapia. Quem nunca pensou em cancelar os cuidados psicológicos ou mesmo adiar para o próximo ano o início de uma psicoterapia? Mas espere um pouco, essa é uma atitude sensata e inteligente?

 

Como colocar a psicoterapia no patamar dos gastos menos essenciais se a própria saúde seria portanto imprescindível para que se consiga minimamente lidar com os problemas da vida? Como trabalhar, se relacionar com amigos, namorar, criar filhos, casar se sua saúde mental está abalada? Talvez seja o momento de repensarmos nossas prioridades, evidentemente que não podemos negar o custo envolvido em um tratamento psicoterápico, mas vamos pensar com calma sobre este assunto.

 

As dificuldades nos convidam para desacelerarmos e olharmos de fato para o cenário que construímos ao nosso redor, surge então a oportunidade de analisar o que é essencial em nossas vidas. Claro que não seria prudente com esta postura, que você cortasse todas as despesas ficando somente com o básico, parar de pagar a escola dos seus filhos, deixar comprar medicamentos e cuidar da saúde ou até mesmo negligenciar algo que você necessite de verdade não te faria nada bem.

 

O que estamos dizendo é que, uma das maneiras de se adaptar às situações adversas é refletir sobre as possibilidades e soluções dos problemas. Por exemplo, converse com seu psicólogo e encontrem uma maneira de passar pela crise sem ter que interromper o tratamento. O psicólogo também estará observando e vivendo o momento do país juntamente com todos, e isso é uma questão a ser refletida coletivamente.

 

O amparo psicológico, juntamente com tantas outras coisas, é importante para que consigamos superar essas adversidades atuais. Se nos mantivermos psicologicamente sãos será portanto menos doloroso o processo, e a nossa postura mais equilibrada pode contribuir para a manutenção da qualidade das nossas relações e até mesmo influenciando positivamente quem está mais próximo.

 

Ao invés de nos entregar ao desequilíbrio e à destruição, podemos adquirir resiliência e aprendizado sobre o que é realmente importante em nossas vidas!

 

Peça ajuda, não tenha vergonha! Isso só mostra que você é tão humano quanto qualquer outra pessoa! 

 

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2016 por patrícia cividanes