Qual o valor de sua Terapia?

 

 

Por que há tantos valores diferentes entre terapeutas? 

 

Como adequar a terapia ao meu orçamento?

 

O quanto posso e devo investir em Terapia?

 

 

Antes de mais nada, terapia é uma atitude saudável e econômica para o seu futuro, veja porque!

 

Quantos custa um relacionamento em crise, a conta na farmácia de um arsenal de medicamentos "controlados" por um longo período de tempo, a perda do seu trabalho e dificuldades em resolver problemas simples mas que te parecem insolúveis? Bom para alguns casos como estes, a terapia pode sim te trazer uma série de benefícios duradouros. 

 

Certamente sabemos que fazer terapia pressupõem um investimento alto em alguns casos, será que vale a pena?? Vamos aos fatos, antes de mais nada, terapia não é um produto e consequentemente as regras da "barganha" não se aplicam pois estaríamos mais próximos de um serviço bem específico oferecido por um profissional liberal. Este por sua vez determina o valor do seu tempo de trabalho, vale lembrar que trabalhamos com questões bastante delicadas e muitas vezes sigilosas. Como se isso não bastasse, para se alcançar o nível mínimo de formação para se realizar atendimentos de forma ética e profissional, o terapeuta certamente investiu e continua investindo constantemente na qualidade das suas aquisições intelectuais e clínicas.

 

Estes são alguns dos fatores que devem ser levados em conta na hora da decisão de se efetivar o início do tratamento. Assim sendo, o paciente deve avaliar o quanto pode pagar pelo tratamento e, o profissional por sua vez, deve igualmente avaliar sobre o valor efetivo do seu trabalho e a gravidade e complexidade do caso que pretende acompanhar.

 

Geralmente na primeira entrevista, o paciente e o terapeuta devem falar sobre qual será o valor das sessões. Esta atitude é inclusive muito importante e relaciona-se com o tratamento em si, para a Psicanálise, o "dinheiro" é a materialização da Libido e portanto deve também ser dinamizado pelo trabalho com o inconsciente. Isso significa que a sua relação com o dinheiro diz muito sobre quem você é e como você se comporta. Parece bem lógico, não acha?

 

Esse tema pode ser recorrente ao longo da análise e inclusive, se bem trabalhado, pode mudar radicalmente as relações fundamentais do paciente com sua sexualidade e as posturas em relação às suas questões afetivas, profissionais e financeiras. 

 

Muitas vezes o paciente não tem recursos para arcar com valor proposto pelo terapeuta  seja por uma contingência de vida momentânea ou permanente. Nestes casos, devemos recorrer ao olhar ético da profissão, isso que dizer que o Psicólogo não pode simplesmente recusar o atendimento de alguém com limitações financeiras, minimamente ele deve oferecer condições para que o atendimento se realize ou mesmo buscar um encaminhamento. Costumo dizer para alguns pacientes o seguinte: - Calma, vamos encontrar uma terapia que seja adequada para você para você! Aciono a minha rede de contatos e geralmente o encaminhamento é bem feito!

 

Os terapeutas e psicólogos, como todo profissional liberal, podem valorar a suas práxis conforme entendam que estão sendo remunerado de maneira justa. Alguns fatores devem ser levados em consideração na constituição do valor do tratamento como por exemplo, o tempo de formação destes profissionais e os anos de prática clínica. 

 

Tornar-se terapeuta é um percurso longo e esta especialização segue por toda a vida do profissional. São necessários portanto, muito anos de formação para que de fato alguém se sinta preparado para ocupar esta posição e conduzir os atendimentos do início ao fim, isto efetiva-se em cursos, congressos, grupos de estudo, mestrados, doutoradas, formações dentre outros.   Freud, o inventor da psicanálise, estabeleceu uma base tríplice de sustentação dos terapeutas, neste caso dos psicanalistas, Análise/Estudo/Supervisão. 

 

Para este autor, só haveria a possibilidade de conduzir casos clínicos, os psicanalistas que estão em um percurso analítico (terapia),  que mantenham a supervisão dos seus casos e principalmente, tenham uma rotina de estudos relacionados à teoria psicanalítica. Na maioria dos casos, o paciente não imagina e rede de suporte que todo bom terapeuta se conecta, o enorme investimento para se manter na profissão e a preparação teórica para oferecer um atendimento de qualidade.

 

Alguns colegas comentam por exemplo que raramente um paciente "pede um desconto" em uma consulta médica por reconhecerem a importância desta profissão assim, o mesmo deveria ocorrer na consulta com os  psicólogos que cuidam da nossa saúde mental e emocional. Claro que para cada caso haverá uma reflexão do profissional sobre como determinar estes valores, por isso não tenha medo de expor a situação real ao profissional que você escolheu te acolher em um momento difícil.

 

Para além de discutirmos valores, é importante sabermos que hoje em dia, só fica sem terapia quem quer ou seja, usa do subterfúgio de uma justificativa de que é algo caro e elitizado para justamente evitar o contato direto com as suas angústias e com o seu sintoma.

 

Evidentemente que os valores variam muito com relação à região geográfica dos atendimentos, tempo de experiência, especializações, títulos, publicações e mais uma série de fatores como em todos os campos profissionais. Alguns colegas tem um preço mais elevado que outros mas a boa notícia também é que as terapias hoje estão muito mais acessíveis do que antes.

 

Muitas instituições e escolas oferecem atendimentos de baixo custo, as sessões pelo convênio e os reembolsos já são uma realidade. A saúde pública tem psicólogos disponíveis e a orientação psicológica online vem dando muito certo para casos onde o atendimento presencial não é a primeira escolha.

 

Mudar, apesar de ser algo muito difícil, pode ser extremamente saudável não só para o paciente mais também para todos ao seu redor, seja no ambiente familiar ou profissional. Essa “mudança”, que deve ser buscada a partir do desejo do paciente, relaciona-se com comportamentos já há muito tempo enraizados no funcionamento da personalidade.

 

Vivemos em uma sociedade da medicalização, do corpo perfeito, da mente "equilibrada", da aversão às emoções e das interações humanas mediadas agora pelas redes sociais. Se vamos ao médico e saímos sem uma receita, com a sugestão de redução do número de medicamentos e hábitos saudáveis, questionamos a sua seriedade. Imaginem se a indicação for para buscarmos uma psicoterapia?

 

Calma, se isso acontecer provavelmente você encontrou alguém que consegue avaliar melhor suas prescrições, os efeitos adversos das drogas e tem uma visão global da saúde dos seus pacientes!

 

Existe um estudo em andamento no Hospital das Clínicas na cidade de São Paulo que visa a redução do número de medicamentos diários que os pacientes fazem uso, neste estudo foi descoberto, entre outras coisas importantes, que os medicamentos estavam tratando os efeitos colaterais de algum outro medicamento e não tinham relação com a patologia em si. Os pacientes tiveram as doses personalizadas e abandonaram um carga pesadas de drogas, reduziram os custos com a saúde e inclusive das internações. Em muitos casos o acompanhamento psicológico foi fundamental.

 

Em minha prática clínica, observo que geralmente quando um paciente chega ao consultório buscando terapia, as questões que envolvem suas dificuldades já se instalaram em um grau quase que insuportável, doloroso com muitas perdas materiais e pessoais. Partindo destas condições é possível imaginarmos o nível de responsabilidade e de domínio das técnicas psicoterápicas que o profissional deve dispor. Vale lembrar do caráter preventivo da terapia, inclusive o da valorização da vida.

 

Quanto custa o seu bem estar, sua saúde, sua carreira, uma promoção, uma vaga em um concurso e os seus relacionamentos? O quanto é possível por exemplo, economizarmos mensalmente em medicamentos, consultas médicas para tratamentos de doenças de “fundo emocional” e o tempo empregado na tentativa de solucionarmos questões que nos acompanham por um longo período?

 

O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) publicou recentemente uma atualização sobre os valores dos honorários dos serviços em psicologia e isso vem ajudando tanto o profissional à estabelecer um valor mais justo frente aos seus pacientes e estes, podem também balizar sua decisão no momento da escolha de um bom profissional. 

 

Fique tranquilo, caso realmente precise, existe uma terapia ideal para você dentro das suas possibilidades e interesses. Procurar orientação e ajuda pode sim evitar muitas perdas e prejuízos no futuro além de otimizar a sua saúde! 

 

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2016 por patrícia cividanes